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Governo decreta situação de emergência em MT por causa de incêndios florestais

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O governo decretou situação de emergência em Mato Grosso por causa dos incêndios florestais. O decreto irá valer por 90 dias, podendo ser prorrogado.

Com o documento, as autoridades poderão adotar as medidas necessárias à prevenção e combate das queimadas, podendo comprar materiais sem precisar de licitação, suspender a execução de contratos administrativos sem que isso gere direito de rescisão ao contratado e também poderão deixar de atender aos resultados fiscais e suspender os prazos para retorno de gastos com pessoal e dívida.

Após a publicação do decreto, que está em uma edição extra do Diário Oficial, o governo deve pedir auxílio federal para reforçar as ações de enfrentamento.

Mato Grosso já registrou 34,4 mil focos de queimadas do início do ano até esta segunda-feira (14), de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Neste período, os municípios que tiveram mais focos de incêndios foram Poconé, Barão de Melgaço e Cáceres.

Só no Pantanal, foram registrados mais de 10 mil focos.

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Incêndios no Pantanal

Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, em 2020 mostram que a área queimada no Pantanal já passou de 2,3 milhões de hectares, sendo 1,2 milhão em Mato Grosso e mais de 1 milhão em Mato Grosso do Sul.

Essa área de mais de 2 milhões representa quase 10 vezes o tamanho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro juntas.

O Pantanal é o bioma brasileiro mais afetado pelas queimadas proporcionalmente, mas em Mato Grosso os incêndios estão espalhados por todo o estado.

As queimadas aumentaram no Pantanal a partir de julho, quando a estiagem ficou ainda mais intensa. Os dias estão tão secos que o clima fica parecido ao de um deserto, com umidade abaixo dos 10%. Mas o problema não é só o clima.

Uma reserva particular teve metade da área de mais 100 mil hectares destruída. Segundo perícia do Corpo de Bombeiros, as chamas vieram de fazendas que estão próximas e que foram queimadas de forma criminosa, intencional.

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fonte:G1 mt

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Início do fogo no Pantanal de MT é ligado a fazendas que fornecem aos Maggi

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O fogo que atinge o Pantanal mato-grossense teria tido início, em parte, em áreas de pecuaristas que vendem gado para a Amaggi, da qual o ex-senador Blairo Maggi é um dos donos, e para o Grupo Bom Futuro, que tem como principal sócio Eraí Maggi. Ao todo, cinco áreas rurais, sendo duas que fornecem para os grupos dos Maggi, com Cadastro Ambiental Rural (CAR) estariam na origem dos incêndios de acordo com a agência Repórter Brasil

A Polícia Federal investiga o fogo no Pantanal em outra frente, a partir da zona rural de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Já o Instituto Centro Vida (ICV) cruzou as imagens de satélite referentes a Mato Grosso e identificou cinco fazendas com CAR em Poconé (105 km de Cuiabá), que foram responsáveis por 116,7 mil hectares queimados no bioma. O ICV ainda identificou outras três áreas não cadastradas e um foco na Terra Indígena Perigara

Pelo ICV, foi feita análise da Global Fire Emissions Database, com apoio de cientistas da Nasa, cruzada com dados das categorias fundiárias nos bancos de dados do Brasil, e ainda foram utilizadas imagens dos satélites Sentinel-2 e Planet desde 1º de julho (início do período proibitivo) para interpretar a localização da origem desses grandes incêndios. O início do fogo aconteceu em 11 de julho, de acordo com o estudo do ICV, publicado no final de agosto.

Duas fazendas e seus proprietários foram identificadas em reportagem da agência Repórter Brasil. O fogo na fazenda Comitiva teria começado em 20 de julho, com 25,1 mil hectares destruídos de lá pra cá. Raimundo Cardoso Costa é o dono dessa área e também da fazenda Recanto das Onças, vizinha da Comitiva. De acordo com a Repórter Brasil, a Recanto das Onças vendeu gado para o Grupo Bom Futuro, que tem como atividade principal a soja, mas também é dono de 130 mil cabeças de gado nelore. O Bom Futuro, por sua vez, fornece gado para gigantes da proteína animal como JBS, Marfrig e Minerva.

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Também em Poconé, a fazenda Espírito Santo é outra que estaria ligada à origem do fogo no Pantanal mato-grossense. O primeiro foco lá é de 4 de agosto. O incêndio se espalhou e destruiu quase 15 mil hectares. José Sebastião Gomes da Silva é o dono da Espírito Santo e também da fazenda Formosa, que fornece para a Amaggi, que por sua vez também fornece para JBS, Marfrig e Minerva.

Raimindo Cardoso da Costa, dono da fazenda Comitiva, disse à agência Repórter Brasil que o fogo teve início após a explosão de um veículo. O Corpo de Bombeiros teria sido acionado, mas as chamas teriam ficado nas raízes das plantas e depois se espalhado, mesmo com a superfície apagada. Dos 15 mil hectares da fazenda, 40% teriam sido atingidos pelo fogo. Sebastião Gomes da Silva não foi localizado.

A Amaggi informa que cumpre todas as verificações socioambientais antes da comercialização e que não detectou irregularidades ou focos de incêndios na propriedade de origem da compra, que, inclusive, fica fora do bioma Pantanal. No entanto, ciente da atual situação do bioma como um todo, a Amaggi não realizará novas comercializações com o fornecedor em questão, enquanto aguarda apuração sobre a responsabilidade da origem dos focos de incêndios em outras propriedades deste produtor.

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A Minerva disse o seguinte: “Consideramos triste e lamentável essas queimadas de grandes proporções que atingiram parte do Pantanal e que acarretará enormes perdas ambientais e também para os produtores locais.

Entendemos que, com as informações apresentadas pela ONG Repórter Brasil, não há comprovação de que os pecuaristas são responsáveis pelos focos de incêndio no Pantanal. Cabe lembrar que os produtores agropecuários são também prejudicados por incêndios de grandes proporções, que podem atingir suas propriedades. Ademais, os dados que legalmente estão disponíveis para uso oficial não permitem à Companhia encontrar irregularidades no processo de fornecimento do gado do Grupo Bom Futuro e da Amaggi Pecuária.

Como única empresa do setor atualmente financiada pela IFC, do Grupo Banco Mundial, reforçamos o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável da cadeia agropecuária e o gerenciamento das questões socioambientais de nossa cadeia produtiva”.

fonte: rd news

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