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Lideranças do União Brasil se reúnem em busca de solucionar ‘desorganização’ em MT

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Em meio a descontentamentos dentro do núcleo do União Brasil em Mato Grosso, lideranças do partido vão se reunir nesta quinta-feira (17) para discutir a organização da sigla, que nasceu da fusão do Democratas (DEM) com o Partido Social Liberal (PSL).

O encontro foi marcado na casa do presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Eduardo Botelho, que tem atuado como um “extintor de incêndio” diante da insatisfações de seus correligionários.

O chefe do Legislativo confirmou a presença do presidente do extinto DEM, Fábio Garcia, e dos irmãos Júlio e Jayme Campos. Entretanto, é esperado que o encontro tenha a participação do governador Mauro Mendes, além de outros membros e componentes do antigo PSL.

“Nós marcamos uma reunião para discutir isso, vamos ver qual vai ser o resultado disso. Já liguei para o Fábio Garcia, para o Julio e Jayme. Já está agendado e vamos ver como vai ser o resultado dai para frente”, pontuou.

A reunião foi marcada diante de pressões de integrantes da base Executiva, que reclamam da desorganização do partido em Mato Grosso. Isso porque o União Brasil foi registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 8 de fevereiro e passado pouco mais de um mês o núcleo mato-grossense não definiu quem será o presidente no Estado e sequer possui um diretório estadual provisório.

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A situação tem incomodado os filiados, principalmente aqueles que vão buscar a reeleição ou algum cargo eletivo nas eleições de 2022. Na última semana, o líder do governo na AL, deputado Dilmar Dal Bosco, expôs o incômodo e admitiu que não só ele, como secretários de governo, além de outros filiados, possuem a intenção de deixar a legenda.

Por sua vez, Botelho pediu calma ao colega e assegurou que o grupo terá uma chapa forte após fazer os alinhamentos necessários a nível estadual.

“Eu pedi para ele paciência e calma. Estamos em um processo de construção, em formação nova e temos que começar a montar um grupo forte. Precisamos ter liderança e o deputado está coberto de razão. Mas o Fábio Garcia está a frente e empenhado nisso e eu acredito que nós teremos um grupo forte sim”, finalizou.

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POLÍTICA

Mauro critica lei penal brasileira no combate ao crime organizado no estado

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Segundo o governador, muitos policiais reclamam que prendem os criminosos e uma hora depois ele já é solto em audiência de custódia

Ao comentar o aumento da onda de crimes violentos ocorridos no estado de Mato Grosso, com destaque para os municípios de Sorriso (418 km de Cuiabá) e Cáceres (212 km de Cuiabá), o governador Mauro Mendes criticou a legislação penal brasileira que, de acordo com ele, dificulta o trabalho da polícia e relaxa as penas concedidas aos criminosos. A declaração foi dada na manhã dessa sexta-feira (12) durante a rodada de entrevistas dos candidatos ao governo do estado.

De acordo com Mauro, embora o Governo Estadual esteja investindo na Polícia Militar e na Polícia Civil, os criminosos são beneficiados pela lei brasileira. O governador ainda cita como exemplo a nova ala de segurança máxima construída no Presídio Central do Estado (PCE), onde os diretores do presídio ficam impossibilitados de colocar os detentos em solitárias.

“Vivo ouvindo os policiais reclamarem que eles prendem os bandidos, estão na delegacia fazendo o boletim de ocorrência enquanto, uma hora depois, o bandido sai da cadeia por causa da audiência de custódia. (…) Construímos uma prisão de segurança máxima com celas individuais, para líder faccionado, mas a lei nos engessa. Você coloca ele lá, vem o advogado e representa o diretor da cadeia e quer processar ele porque tá colocando o cara na solitária”, disse o governador.

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Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), somente em Cáceres, o aumento do número de assassinatos foi de 333% entre os meses de janeiro a junho deste ano. Diante do aumento de casos, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, reconheceu que a região passava por uma ‘onda de violência’.

Os deputados estaduais Delegado Claudinei (PL) e João Batista (PP), representantes da segurança pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, vem criticando a atuação tanto do Governo Federal como do Governo Estadual nas cidades de fronteira do estado.

Para Mauro, caso não haja uma mudança rigorosa na lei penal, não há como o estado e os municípios combaterem com firmeza a criminalidade. Ele reconhece as demandas feitas pelos deputados, mas lembra que a Assembleia Legiuslativa de Mato Grosso não tem o poder de legislar sobre temas criminais.

“Essa história das facções criminosas se não houver uma mudança radical na lei brasileira, não é o Governo Estadual nem a Assembleia Legislativa que faz lei sobre isso, é o Congresso Nacional. Algumas cidades já foram perdidas pelo crime organizado, o Rio de Janeiro é uma delas. Tem que mudar muito a lei brasileira porque aí vamos poder pegar esses bandidos”, comenta o governador.

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