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Presidente Jair Bolsonaro vem a MT nesta sexta-feira para visitar usinas de etanol

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O presidente Jair Bolsonaro estará em Mato Grosso na próxima sexta-feira (18) nos municípios de Sinop e Sorriso para visitar industrias de Etanol de Milho. O governador Mauro Mendes acompanhará as visitas nas duas cidades.

Os profissionais de Imprensa devem se credenciar junto a assessoria presidencial. A solicitação de credenciamento deverá ser efetuada até as 18h do dia 17 de setembro (horário de Brasília), acessando o Sistema de Credenciamento de Imprensa no site do Palácio do Planalto.

Os profissionais de imprensa que possuam o credenciamento anual 2020 no Portal Planalto, deverão fazer o login, usando CPF e senha previamente cadastrados e solicitar a participação no EVENTO “Visita à usina INPASA”.

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Início do fogo no Pantanal de MT é ligado a fazendas que fornecem aos Maggi

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O fogo que atinge o Pantanal mato-grossense teria tido início, em parte, em áreas de pecuaristas que vendem gado para a Amaggi, da qual o ex-senador Blairo Maggi é um dos donos, e para o Grupo Bom Futuro, que tem como principal sócio Eraí Maggi. Ao todo, cinco áreas rurais, sendo duas que fornecem para os grupos dos Maggi, com Cadastro Ambiental Rural (CAR) estariam na origem dos incêndios de acordo com a agência Repórter Brasil

A Polícia Federal investiga o fogo no Pantanal em outra frente, a partir da zona rural de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Já o Instituto Centro Vida (ICV) cruzou as imagens de satélite referentes a Mato Grosso e identificou cinco fazendas com CAR em Poconé (105 km de Cuiabá), que foram responsáveis por 116,7 mil hectares queimados no bioma. O ICV ainda identificou outras três áreas não cadastradas e um foco na Terra Indígena Perigara

Pelo ICV, foi feita análise da Global Fire Emissions Database, com apoio de cientistas da Nasa, cruzada com dados das categorias fundiárias nos bancos de dados do Brasil, e ainda foram utilizadas imagens dos satélites Sentinel-2 e Planet desde 1º de julho (início do período proibitivo) para interpretar a localização da origem desses grandes incêndios. O início do fogo aconteceu em 11 de julho, de acordo com o estudo do ICV, publicado no final de agosto.

Duas fazendas e seus proprietários foram identificadas em reportagem da agência Repórter Brasil. O fogo na fazenda Comitiva teria começado em 20 de julho, com 25,1 mil hectares destruídos de lá pra cá. Raimundo Cardoso Costa é o dono dessa área e também da fazenda Recanto das Onças, vizinha da Comitiva. De acordo com a Repórter Brasil, a Recanto das Onças vendeu gado para o Grupo Bom Futuro, que tem como atividade principal a soja, mas também é dono de 130 mil cabeças de gado nelore. O Bom Futuro, por sua vez, fornece gado para gigantes da proteína animal como JBS, Marfrig e Minerva.

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Também em Poconé, a fazenda Espírito Santo é outra que estaria ligada à origem do fogo no Pantanal mato-grossense. O primeiro foco lá é de 4 de agosto. O incêndio se espalhou e destruiu quase 15 mil hectares. José Sebastião Gomes da Silva é o dono da Espírito Santo e também da fazenda Formosa, que fornece para a Amaggi, que por sua vez também fornece para JBS, Marfrig e Minerva.

Raimindo Cardoso da Costa, dono da fazenda Comitiva, disse à agência Repórter Brasil que o fogo teve início após a explosão de um veículo. O Corpo de Bombeiros teria sido acionado, mas as chamas teriam ficado nas raízes das plantas e depois se espalhado, mesmo com a superfície apagada. Dos 15 mil hectares da fazenda, 40% teriam sido atingidos pelo fogo. Sebastião Gomes da Silva não foi localizado.

A Amaggi informa que cumpre todas as verificações socioambientais antes da comercialização e que não detectou irregularidades ou focos de incêndios na propriedade de origem da compra, que, inclusive, fica fora do bioma Pantanal. No entanto, ciente da atual situação do bioma como um todo, a Amaggi não realizará novas comercializações com o fornecedor em questão, enquanto aguarda apuração sobre a responsabilidade da origem dos focos de incêndios em outras propriedades deste produtor.

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A Minerva disse o seguinte: “Consideramos triste e lamentável essas queimadas de grandes proporções que atingiram parte do Pantanal e que acarretará enormes perdas ambientais e também para os produtores locais.

Entendemos que, com as informações apresentadas pela ONG Repórter Brasil, não há comprovação de que os pecuaristas são responsáveis pelos focos de incêndio no Pantanal. Cabe lembrar que os produtores agropecuários são também prejudicados por incêndios de grandes proporções, que podem atingir suas propriedades. Ademais, os dados que legalmente estão disponíveis para uso oficial não permitem à Companhia encontrar irregularidades no processo de fornecimento do gado do Grupo Bom Futuro e da Amaggi Pecuária.

Como única empresa do setor atualmente financiada pela IFC, do Grupo Banco Mundial, reforçamos o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável da cadeia agropecuária e o gerenciamento das questões socioambientais de nossa cadeia produtiva”.

fonte: rd news

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