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Agronegócio

Veja aqui as feiras e eventos do Agronegócio previstas para março

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Além da Expodireto Cotrijal, que começa nesta segunda, veja a seguir as principais feiras e eventos do Agronegócio, qu serão realizadas este mês pelo país:

  1. Agro Rosário 2024 (7 a 9 de março): Realizada pela J&H Sementes em Correntina (BA), a Agro Rosário marca sua importância no Nordeste desde 2013. A feira de três dias atraiu mais de 12,5 mil visitantes e 151 expositores em sua última edição, além de ter um compromisso social significativo.
  2. Farm Show MT 2024 (12 a 15 de março): Em Primavera do Leste (MT), o Farm Show MT é organizado pelo Sindicato Rural local. A feira anterior viu a participação de 350 expositores e mais de 65 mil visitantes, com negócios somando R$ 1,8 bilhão.
  3. Encorte 2024 (13 a 15 de março): Maceió (AL) sedia o Encorte, focado na pecuária de corte e abordando cria, recria, engorda, gestão e inovação tecnológica.
  4. Show Safra (18 a 22 de março): A Fundação Rio Verde organiza este evento em Lucas do Rio Verde (MT), destacando-se pelo tema “conectar os mundos” e prometendo inovações e melhorias significativas no parque de exposições.
  5. Expoagro Afubra (19 a 22 de março): Realizada pela Afubra em Rincão del Rey, Rio Pardo (RS), a feira atraiu 186 mil visitantes e 523 expositores na última edição, movimentando R$ 343 milhões em negócios.
  6. Femagri 2024 (20 a 22 de março): Organizada pela Cooxupé em Guaxupé (MG), a Femagri espera mais de 35 mil visitantes em sua 23ª edição, destacando-se no setor de máquinas, implementos e insumos agrícolas.
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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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