Várzea Grande
44ª Festa de São Pedro celebra fé, tradição e cultura no Distrito de Bonsucesso
O evento é um dos mais antigos e representativos da cidade, celebrando e mantendo vivos os costumes locais e a cultura ribeirinha que molda a identidade da região
Neste fim de semana, a comunidade ribeirinha do Distrito de Bonsucesso, em Várzea Grande, realiza a 44ª edição da tradicional Festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores. O evento é um dos mais antigos e representativos da cidade, celebrando a fé popular, os costumes locais e a cultura ribeirinha que molda a identidade da região.
Realizada com apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Educação, Cultura, Esporte e Lazer, além da Guarda Municipal, a festa movimenta moradores e visitantes com uma programação diversificada e de forte apelo cultural.
A programação tem início no sábado (28), a partir das 19h, com a abertura oficial da feira gastronômica com bancas de moradores locais com os tradicionais doces, a exemplo da rapadura do Engenho de Dona Buguela, já falecida, mas que deu origem a um ponto turístico e gastronômico da cidade. Além de apresentações culturais que valorizam as raízes da comunidade.
No domingo (29), dia de São Pedro, as atividades começam ainda de madrugada, às 4h, com a tradicional alvorada. Às 8h, ocorre a procissão pelas ruas do Distrito, seguida da missa às 9h30 e do levantamento do mastro, com a participação de cururueiros e cururueiras, mantendo viva uma das manifestações mais genuínas da cultura mato-grossense.
Para encerrar a celebração, haverá almoço gratuito e apresentações culturais das 11h30 às 13h30, reforçando o espírito comunitário e o acolhimento que marcam o evento há mais de quatro décadas.
“A Festa de São Pedro é patrimônio cultural vivo de Várzea Grande, que une fé, memória e resistência da população ribeirinha e dos pescadores da região, vale a pena conferir”, convida a prefeita Flávia Moretti.
Várzea Grande
Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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