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Acelera VG cobrirá todo município de Várzea Grande, anuncia Flávia Moretti

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Prefeita esteve na manhã de hoje (28) na abertura da segunda edição do programa, realizada no bairro Construmat. Acelera VG vai até às 22h

A Prefeitura de Várzea Grande realiza, nesta sexta-feira (28), a segunda edição do Acelera VG, desta vez, no bairro Construmat. A ação do mês de março atende aos bairros Alameda, Construmat, Alto do Bela Vista e comunidades circunvizinhas. Conforme a prefeita Flávia Moretti (PL), o Acelera VG acontecerá em todos os bairros e regiões do município, sendo uma edição a cada mês. As ações desta edição estarão sendo ofertadas até às 22h.

O programa foi bastante elogiado pelas lideranças locais, pela iniciativa inédita levada aos bairros contemplados.

A presidente do bairro Construmat, Adanaray Toledo Piza, parabenizou a ação da prefeitura. “Estou muito grata a todos vocês por escolherem nossa região para receber essa grande ação. Aqui é um bairro antigo e precisamos muito desses serviços. Moro aqui há 40 anos e nunca vi algo igual”, declara Toledo.

O presidente do Alto da Bela Vista, Paulo Henrique, também destaca as ações da Prefeitura. “Há muito tempo éramos esquecidos, porém, nosso bairro tem visto a diferença de tratamento feito pela Prefeitura em poucos meses. Há um grande sinal de mudança”, lembra Paulo.

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“Muitos presidentes de bairros e lideranças comunitárias pedem para que o Acelera VG chegue em seu bairro ou região. Nossa ideia é que este programa atinja todos os bairros e regiões do nosso Município. Fico feliz em ver o sucesso deste grande projeto criado em nossa gestão”, afirmou a prefeita.

Moretti também destaca a importância de o Poder Público estar nos bairros. “Sabemos que muitos munícipes de bairros mais distantes da Prefeitura têm dificuldade de se deslocar até ao Paço Municipal ou a algum órgão público para realizar alguns serviços como atualizar cartão do SUS ou do CadÚnico. Então é fundamental que a gente venha até aos munícipes com a gestão pública e e seus erviços”, defendeu Moretti.

No Acelera VG, estão presentes a Secretaria Municipal de Saúde (com exames, aferimento de pressão arterial, teste de glicemia, vacinação, emissão e atualização do cartão do Sistema Único de Saúde), o Procon-VG (atendimentos em defesa do consumidor), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (banco de empregos, elaboração de currículos, atendimento ao pequeno empresário), Secretaria de Meio Ambiente (feira da agricultura familiar e feira gastronômica), a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (massagem e alongamento), o governo de Mato Grosso com o ônibus do Hemocentro (doação de sangue), entre outros órgãos e instituições públicas municipais.

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A secretária municipal de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, destaca que o Acelera VG é a união de forças de todas as secretarias e demais órgãos da Prefeitura de Várzea Grande. “Eu agradeço a todos os secretários e servidores que realizaram e estiveram presentes em diversos serviços aqui na grande região do Alameda e Construmat”, disse Ina.

O vereador por Várzea Grande e liderança da região, Samir Japonês (PL), destaca que este foi um compromisso feito durante o período eleitoral. “O Acelera VG nasceu durante a campanha eleitoral e estamos cumprindo o plano de gestão que fizemos junto com o povo. Parabéns a prefeita e a todos envolvidos neste grande programa”, disse.

Também participaram do evento os secretários de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, Comunicação, Paola Carlini, Planejamento, Fabyane Nagazawa, Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas do Chapéu do Sol, Viação Obras e Urbanismo, Celso Luiz, Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mário Quidá Neto, Assistência Social, Cristiane Saito; Defesa Social, Louriney Silva, Administração, Anilton Novais, Controladora Geral, Elizângela Batista, Procurador Geral, Maurício Magalhães.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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