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Arte várzea-grandense das redeiras de Limpo Grande brilha na CASACOR Mato Grosso 2023

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Seis integrantes da associação visitaram a mostra, e a assinatura das peças reforça sua qualidade e valor. A iniciativa, apoiada pelo prefeito de Várzea Grande e pela primeira-dama, promove o trabalho da Tece Arte, destacando a força feminina e incentivando o reconhecimento nacional

A CASACOR Mato Grosso 2023 destaca-se não apenas seus projetos arquitetônicos e de design, mas também por proporcionar um cenário privilegiado para a arte local. Um exemplo marcante é a presença das obras das mulheres da Associação das Redeiras de Limpo Grande, conhecida como Tece Arte, em dois espaços da mostra.

As criações das tecelãs da Tece Arte se destacam na Galeria de Arte Cura Humana, concebida pelas arquitetas Josy Bumlai e Maria Mendonça, e no espaço Loja Despertar, projetado pela arquiteta Yasmin Maia Kuya. Curiosamente, ambos os espaços foram agraciados com prêmios significativos dentro da exposição, reconhecendo o “Melhor Uso de Obra de Arte” e o “Melhor Projeto em Sustentabilidade”, respectivamente.

As arquitetas ressaltam a importância das peças da Tece Arte na composição dos ambientes premiados, evidenciando a colaboração entre a arte tradicional das redeiras e a inovação dos projetos arquitetônicos. A presidente da Tece Arte, Jilaine Maria da Silva Brito, destaca o orgulho e a alegria da associação ao ver suas obras em destaque na CASACOR Mato Grosso.

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“Participar da CASACOR foi de imensa alegria para todas nós, uma grande vitrine para apresentarmos a nossa arte, pois sabemos que o que fazemos não é só artesanato, é sim arte. E gerou grande repercussão, visibilidade, tenho certeza que virão outras parcerias e oportunidades. Todas ficamos encantadas e estamos muito felizes com os resultados e agradecemos a todos que nos ajudaram a difundir as nossas raízes várzea-grandenses”, declarou Jilaine Maria da Silva Brito, presidente da Tece Arte que visitou nessa sexta-feira, 01, a mostra acompanhada de mais cinco integrantes.

São elas: Julia Maria da Silva, Luzia Lemes, Joilce Clemente da Silva, Juliane Pereira da Silva e Maria Conceição Pereira. Elas percorreram os espaços admirando suas criações e celebrando o reconhecimento alcançado.

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, e a primeira-dama Kika Dorileo Baracat têm sido fortes apoiadores do trabalho das Redeiras do Limpo Grande. A inauguração de um Centro Cultural na comunidade foi uma conquista significativa, proporcionando à associação não apenas visibilidade, mas também um espaço dedicado à preservação e valorização da arte local.

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A assinatura das peças produzidas pela Associação Tece Arte é uma conquista adicional, certificando a autenticidade e qualidade do trabalho do coletivo formado por 55 mulheres artesãs. A Tece Arte foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio TOP 100 do SEBRAE.

FONTE DE INSPIRAÇÃO – A Galeria de Arte Cura Humana destaca as “Mulheres Redeiras de Limpo Grande”, homenageando a força e resiliência feminina por meio de suas criações. O projeto buscou transformar as redes em obras de arte, utilizando uma paleta de cores neutras e iluminação cuidadosamente planejada para realçar cada peça.

Maria Mendonça, arquiteta envolvida no projeto, destacou a conexão emocional e artística com as mulheres da Tece Arte. “Cada tela na galeria reflete a inspiração derivada do trabalho único das redeiras pois pedimos aos demais artistas que se inspirassem nelas”, revelou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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