Várzea Grande
Atenção Primária à Saúde fortalece prevenção e cuidado durante o Rotary Day
A equipe de Atenção Primária à Saúde de Várzea Grande participou, no último fim de semana, da 4ª edição do projeto Rotary Day – Pessoas Servindo Pessoas, evento que reuniu arte, cultura, cidadania e uma série de serviços gratuitos voltados à comunidade. A ação foi realizada na Escola Estadual Professor Fernando Leite de Campos e mobilizou a comunidade escolar e moradores da região.
Durante o evento, a Secretaria Municipal de Saúde ofertou diversos atendimentos à população, entre eles testes rápidos, vacinação, consultas médicas, pesagem do Bolsa Família e aferição de sinais vitais. A iniciativa reforça o compromisso da Atenção Primária com a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o cuidado contínuo com os várzea-grandenses.
De acordo com a superintendente de Atenção Primária à Saúde, Janaína Pinheiro, a participação no Rotary Day fortalece a aproximação entre os serviços públicos e a comunidade.
“A Atenção Primária é a porta de entrada do SUS e estar presente em ações como essa nos permite ampliar o acesso, orientar a população e identificar demandas importantes de saúde. É um trabalho que vai além da unidade, chegando onde as pessoas estão”, destacou.
O evento é uma iniciativa do Rotary Clube e contou com a participação de diversos parceiros e voluntários. Para o governador assistente do Rotary Clube, Distrito 4440, Área 1, Luiz Carlos Culca Nogueira, o Rotary Day reafirma o papel social da instituição.
“O Rotary acredita na força do servir. O Rotary Day é um exemplo de como a união entre poder público, voluntários e instituições pode transformar realidades e levar cidadania, saúde e dignidade à população”, afirmou.
Além dos serviços de saúde, o Rotary Day também contou com atividades culturais, ações educativas e orientações sociais, consolidando-se como um importante movimento de integração comunitária e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.
Galeria de Fotos (3 fotos)
Várzea Grande
Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
Galeria de Fotos (5 fotos)
-
GERAL3 dias atrásCONTAGEM REGRESSIVA – Qual rua de Barra do Bugres ainda não está asfaltada?
-
Agronegócio6 dias atrásEstado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano
-
Agronegócio6 dias atrásLeilões da ExpoGenética começam hoje; feira abre no sábado
-
ESPORTES4 dias atrásSão Paulo empata com Bolívar em La Paz e leva decisão das oitavas para o Morumbis
-
MATO GROSSO4 dias atrásWania Dantas, ex-presidente do CRO-MT, entra no radar para vice de Wellington Fagundes
-
ESPORTES7 dias atrásFluminense reage no segundo tempo, empata com o Botafogo, mas amplia jejum no Brasileirão
-
Várzea Grande5 dias atrásPontualidade na entrada e saída das escolas reforça aprendizagem, segurança e bem-estar dos estudantes
-
Agronegócio6 dias atrásMarco Temporal: STF retoma julgamento que pode mudar indenizações em terras indígenas



