Várzea Grande
Bloqueio de R$ 1,3 milhão nas contas do DAE compromete abastecimento de água
Cifras se referem a processos antigos, de quase 10 anos, mas que foram executados somente agora. O DAE já tomou medidas legais para reverter a situação e garantir a continuidade dos serviços
O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) enfrenta um novo desafio no meio da crise hídrica: o bloqueio de R$ 1.315.361,71 de suas contas, determinado pelo Estado de Mato Grosso por meio do sistema SISBAJUD. O valor é referente a processos antigos de multas ambientais, de quase dez anos, aplicadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) em 2015, 2020 e 2021.
A execução da cobrança, determinada pela Justiça, deveria ser feita via precatório, conforme estabelece a Constituição Federal em seu artigo 100, o que não foi respeitado no processo de bloqueio. O valor da execução, superior a 10 salários mínimos, ultrapassa o limite estabelecido pela Lei Municipal nº 4.172/2016 de Várzea Grande para Requisição de Pequeno Valor (RPV).
O bloqueio acontece em um dos momentos mais delicados da história do DAE, justamente quando equipes trabalham intensamente para garantir o abastecimento de água à população, enfrentar atos de vandalismo contra a infraestrutura e executar manutenções emergenciais para recuperar equipamentos sucateados.
O impacto direto da retenção dos recursos compromete a execução de contratos essenciais para a manutenção e operação das estações de tratamento água e esgoto, bem como a distribuição de água. Sem esse recurso, a autarquia não consegue operar adequadamente, prejudicando diretamente o serviço prestado à população.
“Estamos em um momento crítico, concentrando todos os esforços para recuperar a estrutura do abastecimento e oferecer água para os cidadãos. Esse bloqueio inesperado compromete ainda mais nosso trabalho e pode afetar diretamente o pagamento de servidores e fornecedores essenciais para manter a cidade funcionando”, afirmou o diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja.
AÇÃO JUDICIAL PARA LIBERAR OS RECURSOS – Diante da gravidade da situação, o DAE já tomou medidas legais para reverter o bloqueio e garantir a continuidade dos serviços. O departamento ingressou com um pedido de tutela de urgência, baseado no artigo 300 do Código de Processo Civil, para que os valores sejam desbloqueados imediatamente e pagos conforme determina a legislação vigente.
A manutenção do bloqueio pode inviabilizar a operação do DAE, que sobrevive exclusivamente da arrecadação das tarifas de água e esgoto pagas pelos consumidores, sem fins lucrativos. Esses valores são direcionados para o pagamento de servidores e contratos fundamentais para manter o abastecimento de água na cidade.
A prefeitura e o DAE seguem atuando para resolver a situação o mais rápido possível, garantindo a normalização dos serviços e a segurança financeira da autarquia.
Várzea Grande
Prefeita Flávia Moretti vistoria obra do Beco do Alameda: “Há 40 anos ninguém olha para cá e agora está resolvendo”, diz presidente do bairro
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, vistoriou, nesta sexta-feira (28.08), as obras de revitalização urbana do Beco da região do Alameda. A intervenção é resultado de uma compensação urbanística, com recursos privados da empresa Tarumeiro Mato-Grossense Empreendimentos Imobiliários Ltda., no valor de R$ 200 mil.
Conforme a prefeita, o local está sendo transformado com a implantação de drenagem e bocas de lobo, medidas que têm como objetivo evitar alagamentos e garantir maior durabilidade à obra. O espaço também receberá projeto urbanístico e paisagístico.
“Aqui é um local onde andei e visitei várias pessoas. Vim conferir, pois é uma obra bonita e que será um ponto de encontro importante para a comunidade. As obras de drenagem já foram feitas e, daqui a pouco, estará do jeito que muitos moradores do Alameda desejam”, afirmou a prefeita.
A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, explicou que a obra contempla uma área de 628 m², com investimento de R$ 200 mil.
“A compensação urbanística é um instrumento justo e moderno. As empresas que se instalam em Várzea Grande precisam contribuir para o desenvolvimento da cidade e para a melhoria da vida de quem aqui mora. Esse projeto mostra como o setor público e o privado podem caminhar juntos em benefício da população”, destacou.
O presidente do bairro Alameda, Manoel Gonçalo, conhecido como “Canhão”, conta que a comunidade espera há mais de 30 ou 40 anos pela realização da obra.
“Aqui é um local que nunca foi olhado, nunca foi planejado, mas agora temos uma grande esperança. Por isso, eu agradeço e fico feliz em ver esse projeto dando certo”, afirmou Canhão.
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