Várzea Grande
Com corredores livres, Pronto-Socorro de Várzea Grande vive nova realidade
Em cerca de um mês, unidade de referência para baixada cuiabana recebeu apoio do governo do Estado, passou por um choque de gestão e definiu cronograma de ações já na primeira semana do novo mandato
Corredores vazios e pacientes acomodados em salas de enfermarias. Essa é a nova realidade do Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande (PSHMVG), após 30 dias da nova gestão. E o resultado dessa conquista, como explica a secretária da pasta, Deisi Bocalon, é o trabalho de gestão de leitos que tem sido colocado em prática na unidade de pronto atendimento que é referência para baixada cuiabana.
“Estamos tento todo auxílio do governo do Estado e por meio dele, removendo pacientes que necessitam de cirurgias e procedimentos que por enquanto não estão sendo realizados aqui, todos regulados para hospitais de referência. Isso é gestão. A unidade está melhor a cada dia”, informou a titular da pasta.
Deisi lembra que na primeira vistoria ao Pronto-Socorro encontrou o local cheio de pacientes acomodados em macas espalhadas pelo corredor, falta de insumos e equipamentos, e também falta de médicos para atender aos pacientes. “Já na primeira semana do mês de janeiro demos início às reformas e reparos emergenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes internados na unidade, bem como, a melhoria das condições de trabalho dos profissionais que atuam no local. Essa medida resultou na abertura de duas novas enfermarias, que possibilitou a retirada dos pacientes do corredor”, explicou.
Outra questão também solucionada foi com relação à climatização do ambiente, o que possibilitou melhor qualidade de vida a todos, tanto os que trabalham, quanto aos que buscam atendimento na unidade.
A secretária disse que tem recebido todo o suporte da prefeita Flávia Moretti e do vice-prefeito Tião da Zaeli, para ofertar assistência correta ao cidadão de Várzea Grande. E ela reforça: “O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, também tem dado respaldo e sido um grande interlocutor e parceiro nas demandas que precisam do aporte financeiro do governo de Maro Grosso”.
Várzea Grande
Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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