Várzea Grande
Em Várzea Grande, data é celebrada com ação de saúde
Além da triagem, os profissionais receberam orientações e, em alguns casos – mediante a necessidade – foram encaminhados para acompanhamento nas unidades de saúde
Em homenagem ao Dia Nacional do Taxista, comemorado nesta sexta-feira (25), a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma ação especial voltada aos profissionais que atuam no ponto do Aeroporto Internacional Marechal Rondon. A iniciativa é fruto de um projeto do vereador Rogerinho Dakar (PSDB), intitulado “Dia Saúde”, que busca aproximar os serviços de saúde da categoria.
Durante toda a manhã, a equipe da Secretaria Municipal de Saúde esteve no local aferindo pressão arterial, testando a glicemia, atualizando a caderneta vacinal e prestando atendimento médico inicial aos taxistas. Além da triagem, os profissionais receberam orientações e, quando necessário, foram encaminhados para acompanhamento nas unidades de saúde.
A prefeita Flávia Moretti (PL) também esteve presente na ação e destacou a importância da parceria entre o Executivo e o Legislativo para garantir iniciativas que impactam diretamente na vida dos trabalhadores. “Essa é uma homenagem carregada de cuidado. Parabenizo o vereador Rogerinho Dakar por essa atitude. Trazer a saúde para mais perto do trabalhador é o caminho certo para uma gestão humanizada e eficiente.”
Segundo o vereador Rogerinho Dakar, o projeto foi criado com o propósito de reconhecer e cuidar dos taxistas, que muitas vezes deixam a própria saúde de lado diante da correria do dia a dia. “É uma categoria centenária, que presta um serviço essencial à população, e que muitas vezes, não tem tempo de procurar um médico. Quando a saúde vai até eles, isso representa cuidado e valorização”, destacou.
A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, ressaltou que ações como essas estão alinhadas ao compromisso da gestão municipal em estar cada vez mais próxima da população. “A saúde precisa estar onde o povo está. Sempre que houver ações que a saúde puder somar, estaremos presentes com vacinação, acolhimento e acompanhamento. Esse é o nosso dever.”
Representando os taxistas, o presidente da Cooperativa dos Taxistas do Aeroporto, José Luiz Cavalcante, agradeceu pela atenção da administração pública para com os profissionais do volante. “É um projeto louvável. São mais de 100 motoristas cooperados e, aqui no ponto do Aeroporto, temos em média 42 que estão diariamente na lida, recebendo os passageiros que chegam ao nosso Estado. Esse olhar do vereador Rogerinho é muito importante para nós”, celebrou.
Márcio Frederico, superintendente de Atenção Primária, também acompanhou a ação. “Esse é o papel da atenção básica: cuidar de perto da população. Hoje estamos aqui com vacinação, aferição de pressão, atendimento médico e isso é gratificante. Estar junto da comunidade, principalmente de quem vive na correria como os taxistas, é fundamental”, comentou.
A taxista Fátima da Silva, que atua há três anos na profissão, também aproveitou os serviços ofertados pela ação e avaliou a iniciativa como extremamente necessária. “Nossa rotina é muito corrida, às vezes não dá tempo de parar para cuidar da saúde. Já conheci colegas com diabetes e pressão alta. Por isso esse olhar da saúde para a gente é muito importante. Hoje aproveitei para atualizar minhas vacinas e já estou com tudo em dia.”
Várzea Grande
Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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