Várzea Grande
Várzea Grande garante mais de R$ 13 milhões para obras e melhorias na saúde
Projetos de lei, de autoria do Executivo Municipal, foram aprovados de maneira unânime pelos vereadores
A Prefeitura de Várzea Grande receberá nos próximos meses cerca de R$ 13.221.008,28 (treze milhões, duzentos e vinte e um mil, oito reais e vinte e oito centavos) para realização de obras importantes para a saúde pública municipal.
Na manhã desta terça-feira (26), os vereadores da Câmara Municipal de Várzea Grande aprovaram dois projetos de leis de autoria do Poder Executivo que dispõe sobre abertura de crédito no atual orçamento municipal.
Do montante, cerca de R$ 11.721.008,28 (onze milhões setecentos e vinte e um mil e oito reais e vinte e oito centavos) serão enviados por meio do Fundo Estadual de Saúde do Governo de Mato Grosso para reformar o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Já R$ 1,5 milhão será acrescentado ao Orçamento Geral do Município, por meio de excesso de arrecadação, destinado à melhoria do acesso e da gestão dos serviços de saúde, via o ordenamento dos três níveis de atenção: Primária (Básica), Secundária e Terciária do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
Ambas as propostas apresentadas pelo Poder Executivo foram aprovadas por unanimidade.
A prefeita Flávia Moretti (PL) afirmou que a medida representa um avanço importante para o desenvolvimento da cidade e garantirá investimentos em áreas prioritárias para a população.
“Acabamos de conquistar a aprovação de dois projetos fundamentais, que autorizam a entrada de recursos de um fundo importante, destinados às obras que vão transformar a nossa cidade. Esse dinheiro não é apenas um recurso financeiro: ele representa novas oportunidades, mais infraestrutura, mais dignidade e qualidade de vida para a nossa população. Cada obra que será realizada com esses recursos vai atender a uma demanda antiga da comunidade e reforça o nosso compromisso de cuidar da cidade com responsabilidade e transparência”, disse a prefeita.
A secretária de Governo, Carol Mello, também celebrou a aprovação das medidas, reforçando que os projetos permitirão que o Município avance em áreas estratégicas e em benefícios diretos aos várzea-grandenses.
“É fundamental esse trabalho em conjunto da Prefeitura e Câmara, pois quem sai beneficiada é a nossa população. Estamos trabalhando em conjunto para o desenvolvimento de Várzea Grande em diversas frentes, seja saúde, educação, segurança pública, obras, em tantas outras áreas. Agradeço ao Legislativo pela sensibilidade, condução e agilidade nesta aprovação”, destaca Carol.
Várzea Grande
Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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